mais recente pesquisa anual do ECI – Enterprise Cloud Index, encomendada pela Nutanix, empresa focada em computação em nuvem privada, híbrida e multicloud, indica que a adoção de nuvens, privadas ou públicas, continua em forte crescimento e o multicloud é o modelo de TI dominante em todo o mundo. O estudo, realizado com 1.700 tomadores de decisão de empresas de 14 países, mostrou ainda que o Brasil lidera essa tendência com o maior nível de adoção de multicloud.

  O relatório é focado em dados exclusivos para entender sobre o estado das implementações de nuvem corporativa e planos de adoção.  Mais da metade dos entrevistados no Brasil (54%) disseram que atualmente usam várias nuvens, privadas ou públicas, como seu modelo de implantação de TI mais comum. Assim, a adoção no Brasil está substancialmente à frente das médias regionais (38%) e globais (36%). No mundo, apenas o Reino Unido chegou perto de igualar o nível de adoção de multicloud do Brasil com 53%; a terceira colocada, a França, 41%.

  O estudo revelou ainda que menos empresas respondentes no Brasil continuam operando data centers tradicionais de três camadas (15%) do que a média global (22%). Até 2024, os entrevistados do Brasil também pretendem continuar reduzindo os data centers legados, esperando que caiam de 15% para apenas 4% de adoção.

  Na prática, isto significa uma modernização acelerada das empresas brasileiras para modelos de operação mais eficientes, com redução de custos tanto financeiros como energéticos, maior resiliência dos sistemas a incidentes tanto técnicos como de ataques cibernéticos, e ainda maiores possibilidades para habilitar a inovação nas empresas que operam no país.

  Alguns destaques do estudo são:

Mais rápido para adotar a nuvem pública

  As empresas no Brasil indicaram um uso de nuvem pública mais agressivo do que em outros lugares: apenas 37% relataram não usar nenhum serviço de nuvem pública, em comparação com 47% dos entrevistados globais e das Américas. Além disso, 30% dos entrevistados no Brasil relataram usar três ou mais plataformas de nuvem pública diferentes, em comparação com apenas 13% globalmente e 14% nas Américas.

Impulsionadores de multicloud no Brasil

  Os entrevistados brasileiros citaram as melhorias esperadas no suporte a clientes (50%) e trabalhadores remotos (48%) como os maiores motivadores por trás de suas mudanças de infraestrutura. Mais de um terço dos entrevistados do país (38%) também citou a economia de custos como fator determinante.

Quase todos os entrevistados no Brasil transferiram aplicações para outra infraestrutura no ano passado

  Dada a diversidade de seus ambientes de TI, não surpreende que 97% dos entrevistados no Brasil tenham dito que mudaram pelo menos uma aplicação para uma infraestrutura diferente nos últimos 12 meses. A razão dominante, mencionada por mais da metade, foi acelerar o acesso aos dados. Muitos também estavam procurando melhorar sua postura de segurança e conformidade regulatória.

Estado das operações entre nuvens

  A capacidade de realocar aplicações de maneira rápida e fácil é um requisito fundamental para o sucesso do multicloud. Embora a maioria dos entrevistados do levantamento perceba a mobilidade de aplicações como cara e demorada, apenas 60% deles concordam com a afirmação no país frente a 80% globalmente e 78% na região das Américas.

  No entanto, os entrevistados do Brasil indicaram menos otimismo com a interoperabilidade entre nuvens. Apenas 20% concordaram que seus ambientes de nuvem eram totalmente interoperáveis​​hoje, em comparação com 36% dos entrevistados globais e 35% dos das Américas. O uso comparativamente alto do Brasil de várias nuvens públicas que são executadas em plataformas diferentes provavelmente explica a disparidade.

Desafios com o gerenciamento de um ambiente de TI multicloud

  Os principais problemas relatados no Brasil foram os mesmos citados regionalmente e globalmente: as preocupações com a segurança lideram, seguidas pela integração de dados em nuvens diferentes.

Perspectivas de gestão e segurança

  A maioria dos entrevistados da pesquisa nomeou multicloud híbrida – duas ou mais nuvens privadas ou públicas com interoperabilidade entre elas – como seu modelo de TI ideal, e moderadamente mais no Brasil (90%) do que globalmente (83%) e nas Américas (86%).