Crise energética na China afeta setores de plásticos e químicos

A crise energética na China tem afetado diretamente a indústria brasileira. Os setores de plásticos e químicos, por exemplo, são impactados com a alta nas commodities.

A associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) informa que o Brasil importa cerca de seis milhões de toneladas de material por ano. Esse aumento nos preços do petróleo, do gás e do carvão no mercado chinês pode atrasar a retomada do setor no país.

Desde o ano passado, praticamente todas as resinas tiveram uma alta de cerca de 80%. Para o consumidor, isso significa um impacto nos valores de computadores, carros, celulares e até mesmo das máscaras descartáveis.

No caso da indústria química, quase metade dos insumos usados no setor é importada. Somente em 2020, 15,3% desse total vieram da nação chinesa.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Ciro Marino, era imaginado que “a China enfrentaria seu teto de disponibilidade energética, mas de um momento para o outro foi surpresa”.

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